Equilibrio de Bases Adequado e Fertilidade do Solo

38 comentários sobre “Equilibrio de Bases Adequado e Fertilidade do Solo”

    1. Obrigado Felipe.
      Fico satisfeito que tenhas gostado do artigo. Procure difundir mais esse blog para que tenhamos a possibilidade de gerar mais discussão sobre esse e outros assuntos relacionados ao manejo mais sustentável do solo agrícola.

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      1. Com certeza,

        Se quiser entrar em contato pelo WhatsApp, (43) 91165588.
        Tenho um grupo de nutrição vegetal e fertilidade de solos… Posso adicionar vc!
        Vamos ajudar a difundir o blog sim, muito interessante!
        Abraços

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  1. Prezado,
    interessantíssima essa publicação.
    Vai ao encontro do que pregamos na nossa empresa.
    Peço autorização em divulgar esse artigo no nosso Informativo Técnico Comercial.

    Abraços
    Colatto
    47 997111187
    Zarcos Fertilizantes

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    1. Caro Colatto,

      Fique à vontade para divulgar o artigo sempre dando o devido crédito e mencionando a fonte.

      Fico satisfeito em saber que outras pessoas também chegaram a mesma conclusão que nós.

      Atenciosamente

      Jose Luiz M Garcia
      Instituto de Agricultura Biológica
      11 97364.1716

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      1. Rodrigo,

        Boa Tarde.

        Muito Obrigado por acompanhar o nosso blog.
        Aí no Rio de Janeiro já temos um produtor que tem usado os nossos
        conceitos e está muito satisfeito com os resultados.
        Ele produz Morango Orgânico, em Friburgo, que é uma cultura
        bastante delicada e tem colhido morangos com Brix elevado, portanto mais sabor,
        nutrição e menos ataque de pragas.
        Hoje com o sistema ASD (Anaerobic Soil Desinfection) tornou-se mais fácil cultivar o morango.

        Abs

        Jose Luiz

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  2. Prezado prof. José Luiz, parabéns pelo brilhante artigo.
    Seria este o relatado por telefone a citar nos boletins?
    Neli Cristina B. Santos
    Pesquisadora científica APTA/Polo Extremo Oeste

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  3. Não sou técnico na área, mas toda a base da fertilidade do solo, que tenho visto, baseia-se na sua acidez. Esse novo conceito é muito interessante, mas tanto um como outro ao invés de se falar em saturação de bases, algo apenas relativo, não se deveria buscar algo mais absoluto em termos de CTC? V=70% de qual CTC, de 5 cmolc/dm3 ou de 15 cmolc/dm3? qual a quantidade de bases realmente seria necessário para a melhor fertilidade? Há possibilidade de consultoria?

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    1. Oi Cesar,

      Apesar de não ser técnico na área vc pegou o conceito rapidamente.
      Realmente, é de uma miopia cavalar considerar apenas um lado da moeda, isto é, o pH.
      Não é só a saturação de bases não.
      Albrecht também dava ênfase aos anions como Fosfato e Sulfato, assim como as proporções exatas do micronutrientes sejam cations ou anions.
      Já a CTC é uma característica da formação do solo. Vc pode fazer muito pouco para aumenta-la. Sim, pode ser aumentada e eu já ví isso acontecer várias vezes mas não é algo fácil.
      CTC diz respeito ao tamanho da “caixa dágua” e a saturação de bases diz respeito a quanto dessa caixa dágua estaria preenchida e de que forma.
      Sim, há possibilidade de consultoria.
      drvinagrephd@gmail.com

      Abs

      Jose Luiz

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  4. Boa tarde, parabéns pela aula, sou tecnólogo em agronegócio, venho buscando mais conhecimento, e já uso o método Albrecht, tenho uma revenda de insumos em Mamborê-Pr,
    comecei um trabalho agora, com calcários base forte, ca°, cálculo por saturação de cálcio 60 até 65%, logo terei resultados para te passar, um abraço.
    Carlos José de Souza
    Tecn. agronegócio
    Conceito Agrícola
    Mamborê-Pr
    44 99718-9039

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  5. Prof. José Luiz, achei muito interessante seu texto, assim como o conteúdo descrito no seu curso sobre agricultura biológica (ainda que me pareça bastante para apenas 2 dias) e gostaria de lhe fazer algumas perguntas, caso seja possível. Aqui no RS a avaliação da acidez e sugestão de recomendação de correção se faz pelo Método SMP (eu, até então, tenho a utilizado a Soma de Bases), sendo Ca, Mg, Al e Na trocáveis determinados por KCl 1 mol L-1 e K pelo método Mehlich I. A partir das informações resultantes desses métodos, quais as proporções da CTC o Sr. sugere para Ca, Mg e K, utilizando o método de Equilíbrio de Bases? O Sr. recomenda a tabela de cálculos para Equilíbrio de Bases citada no livro de Sílvio Penteado e disponibilizada em texto do prof. Abreu Jr.? Uma última. Neste seu texto comenta que a recomendação do prof. Albrecht para K na CTC seria de 3 a 5%, com exceção de uva, abacaxi, banana e florestais. Para estes, qual seria sua sugestão? Grato pela atenção e retorno. Att, Leonardo.

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    1. Jamais tente utilizar aquele malfadado programa denominado “Equibase”.
      Ele simplesmente não funciona.
      Não funciona porque os conhecimentos não foram transmitidos de forma correta.
      Um agrônomo bem conhecido no meio orgânico, que tem o ego hipertrofiado, fez alguns cursos comigo , mas não aprendeu o método de forma correta, e por não ter nem ética, nem gratidão, nem honestidade e nem a devida humildade, optou por não dar o crédito e nem mencionar a fonte.
      Pra começar as analises brasileiras não servem para ajustar as proporções das bases trocáveis citadas por Albrecht porque usam outra metodologia, extratores, etc..
      Eles subestimam as bases.
      Eu já tentei analisar aqui em um excelente laboratório de solos, o IBRA em Sumaré, e ao mesmo tempo no laboratório do Neal Kinsey e os números daqui sempre eram menores do que os de lá, simplesmente porque são métodos distintos.
      Não que um seja melhor do que o outro.
      Isso também já foi tentado na Africa do Sul e em outros países e também não houve correlação.

      José Luiz

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  6. Prezado amigo. Muito obrigado pelo texto. Estou estudando o assunto recentemente e gostei muito do que escreveu. Tenho como princípio, adubamos o solo e não as plantas. Também acho atualmente que a correção e adubação dos solos não deve deixar de lado a porção física (compactação) e principalmente a biológica do solo. A fertilidade para mim tem 3 pilares, a porção física, a química e a biológica. Os melhores solos que conheço são os solos vivos, ou em condição de mata. Do contrário não seria a “terra de mata” o melhor substrato que conheço. Creio e sustendo também que a biologia dos solos é o melhor indicador de sua fertilidade. Na agroecologia busco restabelecer essa biologia, com meus conhecimentos de fitotecnia. Poderia me indicar outros textos em português ou espanhol? Tenho dificuldade com o inglês e gostaria de avanças nessas línguas antes de encarar os artigos em inglês. Muito obrigado mesmo! Um abração. Eduardo, eng. agrônomo, Dr.

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    1. Nos meus cursos eu deixo bem claro essa inteiração entre a química, a biologia e principalmente a física, mas não a física newtoniana mas sobretudo na Física da Natureza ou a Física quântica aplicada a biologia.
      Falo também da floresta como modelo a ser seguido por ser o ecosistema que fixaria mais carbono na face da Terra.
      Também falo da correlação positiva que existe entre a biomassa microbiana do solo e a sua fertilidade.
      Hoje até já temos um método de campo para medir a biomassa microbiana.
      Infelizmente, não conheço textos em português ( língua usada como código secreto na Segunda Grande Guerra) e em espanhol sobre esses assuntos.
      O inglês, há muito tempo é essencial. Eu não saberia o que eu sei hoje se não fosse o inglês.

      Abs

      Jose Luiz

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      1. Olá José Luiz.
        Quando você oferece esses cursos e qual o conteúdo? Fiquei interessado.
        Obrigado!
        Eduardo Aguiar
        Eng. Agrônomo, Dr.

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      2. Caro Eduardo,

        Eu programo esses cursos de tempos em tempos, desde que tenhamos novidades para transmitir.
        Não gosto de ficar repetindo as mesmas coisas o tempo todo.
        No momento estou programando um curso e assim que tiver local e data te comunico.

        Abraços

        Jose Luiz

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  7. Parabéns!
    Vejo que não estou só, e que muitas pessoas já vem nessa linha conseguindo excelentes resultados.
    Tenho recomendado todas as correções nesse padrão de 60 de Cá, 15 de Mg e 3-5 de K, e os resultados sempre são positivos. Nunca houve redução, e sempre um aumento grande de produção.
    Basta recomendar calcário Calcitico, dolomítico e potássio para atingir o equilíbrio e será café com leite.

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  8. Olá José Luiz,
    O assunto é muito pertinente e no meu caso me faz pensar sobre vários aspectos. Aqui no Mato Grosso, muitos clientes meus tem diversos problemas em relação ao solo com o qual trabalham. Geralmente pecam pelo excesso de uma adubação fosfatada e nitrogenada e esquecem por exemplo de uma correção e do fornecimento equilibrado de cálcio, magnésio e potássio (menos de 30 ppm neste último, não chega a 1 % a CTC). Além disso, o plantio direto que eles tanto defendem não funciona pois a cada ano insistem no preparo do solo que dizem mínimo com uma niveladora ou grade no pior dos casos, por possuírem um solo compactado e o querem justificar para incorporação de adubos (prática realizada após a colheita do milho safrinha meses de julho a agosto). Outro aspecto é em relação a micronutrientes. Problema geral, todos os clientes tem níveis de micronutrientes de seus solos muito baixos. O que gostaria de perguntar é: Se numa recomendação num programa de adubação (sistema soja/milho-safrinha) eu poderia optar por investir em uma correção de solo efetiva (calagem) e não investir tanto em fosfatagem (quando tenho níveis de fósforo em 15 a 18 ppm Mehlich) sem ter uma baixa na produtividade? Em relação aos micronutrientes, visto que a adubação padrão da região não chega nem perto de atender a demanda do solo e muito menos da planta, como seria esse manejo visto que tenho também que elevar a saturação do solo de forma significativa (baixa disponibilidade dos micronutrientes em relação ao pH) ???
    Outra curiosidade: É possível utilizar refratômetro para aferir qualidade da planta bem como nutriente em deficiência ou excesso? No meu caso, para soja, milho, feijão e algodão, seria possível trabalhar com esse equipamento para me ajudar na tomada de decisão em relação ao programa nutricional?

    Desculpe-me por estender a discussão.
    Att,
    Petrus

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    1. Olá Petrus,

      Fico satisfeito em dialogar com alguém que entende bem os problemas dos solos de Mato Grosso.
      Também tenho clientes ai e o que eu percebo é que estão longe de algumas fontes de Cálcio e
      Enxofre solúveis (ex. Sulfato de Cálcio) e quanto se tem Cálcio e Enxofre baixos a melhor opção ainda é
      o Sulfato de Cálcio ou Gesso Agrícola. Ai no MT tudo fica caro em função da distância.

      Tenho visto de tudo um pouco ai no MT. Deficiências de Cálcio, Potássio, Enxofre, Matéria Orgânica (Humus),
      também de Fósforo na maioria dos casos e também de micro nutrientes principalmente o Boro e o Cobre.
      Também existe deficiência de Manganês e Zinco mas não em todos os solos. O mais comum seria Cobre e Boro.

      Ao falarmos de níveis de nutrientes no solo temos que admitir que estamos falando a mesma lingua, ou seja,
      de que estejamos usando os mesmos laboratórios, já que existe diferença de números de um laboratório para o outro.
      Eu até agora só ví analises do AGROANÁLISES de Tangará e considero esse laboratório bastante consistente.
      Também verifiquei que no caso da soja, que utiliza mais Enxofre do que Fósforo, que o P é muito usado
      e nenhum esforço é feito no sentido de se disponibilizar o Fósforo Remanescente ( Fósforo “amarrado”) que
      naqueles solos variam de 600 a 800 ppm de P2O5 total. Se investissem dinheiro em Cultura de Cobertura
      com diversas espécies ( Coquetel)ao invés de Fósforo ganhariam muito mais.

      Ao mesmo tempo o Enxofre é totalmente negligenciado. E isso não é só um fenômeno do MT, mas sim mundial.

      Assim como acontece com o Boro. Observo que sempre tentam corrigir o pH ( quando deveriam corrigir o Cálcio e o Magnésio)
      mas não dão a devida atenção para o Boro e na minha opinião corrigir Cálcio com Boro abaixo de 0,7 ppm no solo,
      é totalmente contraproducente. O Cálcio só funcionará adequadamente se o Boro estiver disponível., isto é entre
      0,8 a 1,5 ppm. Eu , ultimamente tenho enfatizado o trio Boro, Silício e Cálcio. Esse trio é o que realmente
      garante a produção. Veja, por exemplo, o que acontece com esse pessoal que usa pó de rochas e obtém
      produtividades boas. Como sempre tem algum Cálcio e Boro, é o Silício do pó de rochas que realmente faz a
      diferença.

      Com relação ao Potássio, eu observei no MT, que geralmente a saturação é na maioria das vezes ao redor de 1%, o
      que seria insuficiente para se obter boas produções tanto na soja quanto no milho. As vezes até menos do que 1%
      da Saturação de Bases. Isso mesmo que vc também observou. É fato.
      Quando a fazenda apresenta saturação ao redor de 3% ou acima, em alguns talhões, esses são sempre aqueles talhões
      que apresentam a melhor produtividade. E é nessa horas que eu agradeço a Deus de ter podido conhecer o trabalho do
      Prof Albrecht através de um dos seus alunos o Neal KInsey. Aquele pessoal sabia sobre o que eles estavam falando.

      Estou com dados do Paraná da CESB que com Saturação de Cálcio na faixa de 50 a 55% foram quando obtiveram
      as maiores produtividades ( até 140 sacas de soja por hectare ). O Albrecht estava certíssimo.

      Você me pergunta se pode investir em calagem ( temos que conceituar o que vem a ser calagem ) e deixar fósforo de lado
      com Mehlich de 15 a 18. Bem , primeiramente precisamos saber qual o tipo de calcário ao qual vc estaria se referindo e
      para isso precisamos saber as saturações de Ca, Mg , K e Na desse solo. Não dá para responder a essa pergunta sem ver
      as analises de solo. Da mesma forma precisamos saber os tipos de calcário à disposição com os teores de Ca, Mg bem como
      a granulometria pra saber o quanto será disponibilizado no primeiro ano.

      Com relação aos micros a mesma coisa. Sem saber os níveis do solo, não dá pra dizer nada e finalmente os teores de Matéria Orgânica
      e os de Enxofre devem ser sempre levados em consideração. O que pode ser feito é pular uma safra de milho, que não dá nada
      mesmo, principalmente se chover pouco na safrinha, por exemplo, e plantar um coquetel que irá elevar consideravelmente os
      níveis de Fósforo e Enxofre entre outros, após colher a soja. O Coquetel realmente, melhora bem as coisas e o produtor tentando
      ganhar mais uma safra, as vezes está deixando de fazer um trabalho que vai refletir por vários anos.

      E finalmente, com relação ao Refratômetro ele te dá uma leitura rápida que te permite avaliar o Teor de Sólidos Solúveis somente.
      Ao examinar a separação das cores que te dá a leitura do Brix ( geralmente azul e branco) se a divisão for clara e nítida, isto é um
      sinal que a maioria dos sólidos solúveis são açucares. Se a divisão for difusa, isto é, não muito clara, isso é considerado um sinal
      de Cálcio disponível. Mas de toda a maneira é uma leitura indireta. Mas a verdade é que se o Brix for alto a planta está bem suprida
      de açucares e poderá converter todo o Nitrato a Proteína e isso garante uma boa produtividade porque a rizosfera também estará
      suprida de exudatos.
      Pra saber o nível exato de Cálcio, Magnésio, Potássio, Nitrato e o pH da seiva vc vai precisar de medidores individuais
      da HORIBA L’ÁCQUA MIN.
      http://www.horiba.com/us/en/application/material-property-characterization/water-analysis/water-quality-electrochemistry-instrumentation/compact/

      Esses medidores realmente nos ajudam a tomar decisões mais acertadas e corrigir eventuais erros durante a safra, coisa que
      a analise foliar (que eu chamo de necrópsia foliar) não te dá.

      Attn

      José Luiz

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      1. José Luiz, muito obrigado pela atenção.

        O assunto levanta muitos questionamentos e acaba por se estender bastante. Se não se importa gostaria de continuar com a conversa.
        De fato, em relação aos micronutrientes, o Boro e o Cobre são os que mais têm deficiência por aqui. Outra questão, a quantificação do Boro em laboratório é muito questionável, pois para a mesma amostra de solo enviada para quatro laboratórios diferentes aqui de Sorriso-MT, observei valores diferentes que variavam de 0,1 a 0,6 mg/dm³. Portanto, não gera confiança alguma, talvez pelo método de análise ou forma de trabalho do laboratório.
        Entendo, como você deixou claro também, que para uma discussão mais assertiva a respeito dos questionamentos que te fiz, precisaríamos das análises de solo para que possamos conversar mais profundamente a respeito do assunto (não sei se cabe aqui ou se você prefere um contato por email, ou então se isso já configuraria uma consultoria).
        O fato é que a distância complica bem as coisas por aqui. Quando penso em relação as fontes de nutrientes solúveis, fósforo, enxofre e cálcio principalmente, isso torna os custos sempre mais altos. A utilização e calcário dolomítico é predominante por aqui. Não me espanta o fato da deficiência de cálcio ser praticamente generalizada. Além disso, empresas de “Agricultura de Precisão” ainda insistem em proporções de nutrientes 3:1 (Cálcio:Magnésio) sem ao menos entender o que os valores da análise de solo realmente significam no campo (muitos dos profissionais desconhecem que 1cmolc/dm² = 400 kg/ha), ou seja, como você mesmo já disse, é uma imbecilidade gigantesca.
        Agora, pra falar a verdade, não que eu seja contra a utilização de calcário, mas tenho alguns clientes que recomendo a aplicação de Cálcio e Magnésio silicatados (escórias e Serpentinito) há 4 anos. Essa sim é uma fonte que faz um trabalho muito interessante, apesar que os outros 80% dos meus clientes ainda acreditam que eu não sei o que estou fazendo. Mas os resultados têm mudado a opinião de alguns. De novo, o frete inviabiliza muita coisa e em alguns casos até essas fontes. É sempre necessário muito cuidado com os custos.
        Outra solução plausível que encontrei para nossas condições é a utilização de plantas de cobertura. O consórcio se mostrou muito eficiente. Apesar de muito recente, vamos plantar nossa primeira área de soja após mix de plantas de cobertura, nesse ano. É uma prática que realmente cabe no bolso do produtor, que também precisa entender e acreditar, mas que gera um resultado muito maior. Colher 100 sacos de milho por hectare, realmente não fecha a conta. Não existe milagre, mas nós brasileiros copiamos tanta coisa dos estrangeiros (norte americanos principalmente) que não funciona para nossa agricultura tropical, por que não copiar coisas que funcionam? Ana Primavesi já defendia isso há muito tempo.
        São muitas coisas que acontecem de errado por aqui mas seguimos na luta. Em toda dificuldade tem oportunidade.

        OBS: Em relação as análises de seiva, quando o valor é gerado no equipamento que você mencionou, como você interpreta estes resultados? Faz uso das tabelas de quantidade de nutrientes em folha? Faz cálculos de recomendação de adubação corretiva com base em quais estudos?

        Obrigado mais uma vez!!
        Petrus

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      2. Olá,

        Da minha parte acho interessante continuar uma conversa que poderá ajudar a outros que estejam passando pelos mesmos problemas e questionamentos.
        Pra sorte nossa os dois micro nutrientes mais baratos para se corrigir seriam justamente o Cobre e o Boro. Entretanto, com relação a importância do Boro na sequência bioquímica do solo, esse rótulo de “micronutriente” não dá a ele o devido crédito ou valor.
        É verdade que as quantidades em questão são ao redor de 1 a 2 ppm no solo, mas essa pouca quantidade irá influenciar e muito na absorção do Cálcio e em outro aspecto muito pouco conhecido da maioria das pessoas, que é o poder que o Boro tem de solubilizar o Silício. Além disso, o Boro é o responsável pela pressão de seiva na planta e junto com o silício e o cálcio forma o trio responsável por levar a seiva bruta aos locais de fotossíntese que, diga-se de passagem, é todo o nosso objetivo como agricultores. Queiramos ou não , nós não passamos de “Gerentes de Fotossíntese”. Essa é a nossa profissão. Essa é a nossa grande missão.
        Aumentar e agilizar a fotossíntese fará com que a planta produza mais. Produzindo mais ganharemos mais. Matéria deve vir da Energia, dai E=m.c2, ou Energia ser igual a Massa x c2. Se quisermos aumentar “m “, que é a massa, temos que aumentar a energia nesse sistema.

        Um outro aspecto que precisamos entender é o seguinte: As plantas não estão exibindo todo o seu potencial genético por falta de condições favoráveis e cabe a nós proporcionar as condições para que isso aconteça. Hoje já existem agricultores colhendo 143 sacas de soja por hectare (dados da CESB). Quando eu disse que um produtor biológico colhia 90 sacas por hectare há 5 anos atras fui chamado de mentiroso na cara dura e por um agrônomo, ou seja por um colega que não respeitou a minha experiência, o meu conhecimento obtido aqui e em outros países e nem a minha idade. Ou seja ignorância e falta de ética não é um previlégio dos menos favorecidos apenas.

        Com relação ao seu questionamento sobre os diferentes resultados para a analise de solo do Boro eu só tenho a dizer que infelizmente isso é a mais pura verdade. Eu tenho observado isso em quase 30 anos. Lamentável, porem verdadeiro. Mas não deveria, pois é uma analise relativamente simples e universal. O conselho que eu te dou é escolher bem um laboratório que seja consistente e ficar com ele, pois como já disse, não dá para comparar um resultado de um lab com o de outro. Nem no Brasil e nem nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar.
        No MT eu uso o AGROANÁLISE e até agora achei esse lab muito coerente. Existem outros como LABORSOLO no Paraná, IBRA em São Paulo e deverão existir outros mas eu não conheço.

        Nos laboratórios que eu citei eu procuro manter valores próximos de 1 ppm ou até maiores dependendo das areas envolvidas. Ideal 1.5 ppm. O grande problema é que o Boro sendo eletronegativamente carregado tende a não se fixar nas argilas carregadas negativamente e sendo repelido tende a se perder. Por isso, eu recomendo a complexação do Boro com ácidos húmicos solúveis do tipo Humisolve, para manter o tempo de residência no perfil do solo.

        Sendo a distância um fator importante vc precisa dar o devido peso a cada um dos nutrientes envolvidos. Por exemplo, muito pouca gente sabe que a soja utiliza mais Sulfatos do que P2O5 . Não é a única planta que usa mais S do que P. Existem outras. Portanto, deve ser dada a devida importância ao Enxofre o macro nutriente ( sim o S é um macro nutriente) mais negligenciado da história da Agricultura.

        Agricultura de “Precisão” nada mais é do que um rótulo. Mais nada. As ferramentas são boas mas se a pessoa que estiver por trás do software for uma besta quadrada de que adianta essa suposta precisão ?

        Materiais silicatados como Silicato de Cálcio são excelentes desde que vc os utilize tendo em mente as proporções do Prof Albrecht. Hoje mesmo tive a satisfação de acessar o site da CESB e verificar que os produtores que são os recordistas na produção de soja, tem a saturação de bases com 50% de Cálcio, 15 de Magnésio e 5% de Potássio. Quando eu sugeri isso há 20 anos atras eu fui linchado profissionalmente . Um pesquisador cabeça-de-bagre do IAC de Campinas chegou a me ameaçar de processo, porém mudou de idéia quando eu disse que provaria que ele estava errado.

        Plantas de cobertura sempre. Quanto mais espécies melhor. Em areas pequenas eu chego a usar até 10 a 12 espécies diferentes. Aumenta bastante a saturação do Potássio, até demais e aumenta o Fósforo Resina para até 182 ppm desde que existe Fósforo residual (P Total ).

        Com relação a analise de seiva da planta eu acho bem interessante por que na analise foliar feita em folhas secas seria mais uma necropsia foliar. Os elementos estão complexados e é necessário usar ácidos fortes para a extração. Portanto, não é uma coisa natural.
        Me explico : Muitas vezes vc vai ter, por exemplo, níveis de Manganês considerados normais e que são extraídos pelos ácidos fortes mas se esse Mn estiver quelatizado pelo Glifosato dentro da planta ele não estará disponível. Deu pra entender ? Poderá estar igualmente complexado a outra molécula e dessa forma não disponível.

        Já na seiva a leitura é direta. O Nitrato é direto e te dá uma leitura que irá te ajudar no gerenciamento do Nitrogênio, por exemplo. No milho, muito nitrato atrai inseto. Aliás, no milho não, em qualquer outra planta. Se o pH estiver baixo será por falta ou de Cálcio, ou de Magnésio ou de Potássio. Ao checarmos o Cálcio, vamos eliminando essas outras opções e muitas vezes ainda dá tempo de intervir na lavoura.

        Existem limites a serem observados e cada lavoura tem o seu. Nitrato de uma maneira geral acima de 2.000 ppm na seiva é problema na certa.
        Agora como vc mesmo perguntou “cálculos de recomendação de adubação corretiva com base em quais estudos?” é preciso que vc entenda que a academia hoje corre atrás do prejuízo. Os recordistas de produção de soja já demonstraram que a academia não entende muito bem as coisas. Não espere “estudos”por parte deles. Pelo contrário. Farão tudo para desacreditar esse método como tentaram fazer quando eu sugeri adotar o Método Albrecht, até hoje o meu artigo mais lido no blog do Instituto de Agricultura Biológica, tendo sido lido por milhares de leitores espalhados pelo mundo todo todo. Agora nesse exato momento deverão existir pelo menos umas 10 pessoas lendo o artigo sobre o Equilíbrio de Bases espalhadas não só por países de lingua portuguesa e hispânica mas também EUA, Europa , Asia e Oceania.

        É preciso que a gente entenda que a história da agricultura está sendo re-escrita nesse exato momento. Livros de Agricultura não mencionam nodulação em estágio V1 a V3, nem aumento da disponibilidade do fósforo de 20 ppm para 182 ppm sem a adição de nenhuma grama de P.
        E por falar em nodulação não se esqueça que o Enxofre exerce um papel muito importante na viabilidade e manutenção dos nódulos, mas essa já seria uma outra história, a qual eu estou escrevendo nesse exato momento.

        Estou escrevendo um artigo sobre o Enxofre que prometo irá esclarecer inúmeras aspectos desse importante nutriente.

        Aguardem.

        Um abraço do amigo

        José Luiz

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      3. Caro José Luiz,

        Quando falamos de plantas e cobertura e ciclagem e nutrientes, de quais plantas estaríamos falando? Eu conheço pouco material a respeito, mas conheço um caso de sucesso de um produtor aqui de Lucas do Rio Verde que desenvolve bem esse trabalho. É justamente como você disse, existem muitas práticas adotadas no campo que a academia não compreende e portanto está atrasada nesse sentido. Esse produtor que me referi, tem em seu solo 600 mg/dm³ de K, apenas trabalhando plantas de cobertura em manejo rotacionado com soja e em alguns poucos casos com milho + braquiária. Claro que ainda utiliza fertilizantes químicos, mas em bem menor quantidade otimizando assim seu custo.

        Porém eu tenho algumas dúvidas. Na última safra de soja um cliente antes de começarmos a trabalhar juntos me questionou a respeito das recomendações de um outro profissional em relação ao manejo do solo. Sendo que aqui no MT o maior foco é dado para venda de defensivos, conceitos básicos como uma correção e adubação são deixados de lado. Aliado a isso, também existe a questão do custo -benefício, que faz como que o formulado mais utilizado atualmente seja o 00-18-18 + 20 Kg de Micron. com óleo. Isso tudo faz com que o problema seja quase unânime salvo poucas exceções. Voltando ao meu cliente, o questionamento dele foi o seguinte: Solo de CTC 8,26 cmol/dm³, 12 mg/dm³ de P(Pmeh), 2,9 cmolc de Ca, 1 cmol de Mg, 50mg/dm³ de K, 3,9% de M.Organica, V% 49, B 0,1 mg, Cu 0,7 mg, Fe 51 mg, Mn 0,5 mg, Zn 1,9 mg. Argila 55 %, Areia 40%, Silte 5%. Pergunta: Após a colheita de 62 sc/ha nessa área com a utilização da seguinte adubação 300 kg/ha de (07-33-07) + 6,6% de S, 0,14 % de B, 0,07% de Cu, 0,07% de Mn, 0,3 % de Zn e cobertura de 150 kg/ha de KCL (50% K; 15 % S bentonita) + 100 kg/ha e KCL (60% K) e de 63 sc/ha na área padrão fazenda ao lado com adubação de 550 kg/ha de 00-18-18 + Micro 0,05% de B e 0,05% de Mn, qual a razão para tal resultado? Entendo que o primeiro manejo, apesar de não atender todas as exigências nutricionais do solo e da planta, seria teoricamente melhor do que o segundo manejo. Lembrando que nos dois manejos foi aplicado 1,5 ton/ha de calcário calcítico prnt 80% (36,5% CaO e 6% MgO) 65 dias antes do plantio. Não sei se esses dados ajudam a responder essa questão, mas para qualquer informação a mais estou disposto a lhe dizer, mas no primeiro manejo a planta de soja não respondeu a aplicação mais elevada de K2O. Para que isso aconteça, solos com deficiência de potássio precisariam de plantas que consigam ciclar esse nutriente ou a adubação de quase 150 kg de K2O ainda foi insuficiente para as plantas responderem em produtividade? O solo está tão pobre (física, biologica e quimicamente) que estas práticas por mais dispendiosas que sejam não podem contribuir muito para a melhoria da produtividade? Em relação a exigência maior de sulfatos em relação a fosfatos como você já comentou, isso poderia estar afetando esse resultado?
        Posso atribuir parte desse resultado insatisfatório também o fato de o profissional anterior não ter feito bom uso do método Albrecth?
        Obs: As precipitações foram abundantes sem ocorrência de veranicos. Soja plantada dia 10 de outubro de 2017.

        Entendo que são questões muito específicas, mas são parte do meu dia a dia. O produtor muito cético (e de certo modo entendo essa postura devido ao nível dos profissionais que muitas vezes insistem em fazer o que não sabem), já não sabe em que e em quem acreditar. Isso torna o trabalho bem mais difícil e me faz pensar muitas vezes se o que estou estudando e o que estou colocando em prática está realmente no caminho certo para um bom resultado. Sei que receita não existe, mas muitas vezes os resultados do campo me colocam em xeque.

        Por último, devo deixar aqui meu obrigado mais uma vez por podermos expôr e fazermos esses questionamentos nesse espaço.

        Petrus

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      4. Caro Petrus,

        No momento eu estou com o meu tempo totalmente tomado por vários compromissos pessoais mas te responderei assim que eu puder. Todos os seus questionamentos tem resposta e eu prometo te responder assim que eu puder.
        Nesse meio tempo tente dar uma olhada no site da CESB que é http://www.cesbrasil.org.br e veja o nível de saturação de bases e as respectivas saturações com Cálcio. Mg e K dos campeões de produtividade da soja..
        Ali está listado o manejo de todos os campeões de produtividade de todas as regiões do Brasil.
        Eles trabalham com o método Albrecht mas simplesmente não mencionam mas falam especificamente em saturação de K em 5%, Magnésio em 15% e Saturação de bases em 80%. O que é isso se não é o que Albrecht estabeleceu na década de 40 e 50 ?
        O método Albrecht funciona em todos os solos de todos os países. Pode acreditar.

        Sds

        Jose Luiz

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      5. Caro Petrus,

        Vamos por partes.

        Eu tenho uma visão diferente sobre como acontecem as coisas. Todos, e eu digo
        TODOS MESMO, agricultores, academia e centros de pesquisa ficam inventando coisas
        para “aumentar” a produção, quando na verdade deveriam nos ensinar como fazer para
        que a expressão genética máxima não se reduza aos níveis ridículos de produção que observamos
        atualmente.

        Não é a mesma coisa. Repare bem. São duas formas de enfocar e ver o mesmo problema.

        Qual é o potencial genético da soja por hectare ? 150 sacos ? 160 sacos ?
        Bem, um pessoal de Guarapuava no PR colheu 149 sacas de acordo com a CESB..
        Então o potencial genético dela, deve estar acima disso, concorda ?
        O que nos faz crer que estamos nos contentando com uma fração muito pequena dessa
        produtividade toda. Nos dois exemplos que vc me mandou 62 e 63 sacas por hectare não
        chegam nem a 50% do potencial genético da planta, o que nos leva a crer que não é só uma
        questão de “manejo”. Na minha forma de ver, estamos “perdendo” a produção. Ela está se esvaindo
        por “entre os dedos” pelos erros que cometemos no gerenciamento nutricional da lavoura.
        Então, tentar reduzir essa discussão a uma simples questão de manejo,
        já nos coloca em desvantagem e nos impede de enxergar a verdadeira realidade.

        Da forma como eu vejo a situação, nós devemos prover as plantas de todos os elementos
        para que aquele determinado material genético possa exprimir toda a sua plenitude e isso
        inclui também, temperatura e umidade, além de Oxigênio, teor de Humus, microbiologia, penetração
        de umidade e outros elementos e parametros não considerados nas analises atuais de solo.

        Sem querer desconsiderar o fato de estarmos trabalhando com números que teremos que supor
        como verdadeiros, o que torna a questão ainda mais complicada, eu poderia fazer algumas considerações:

        Na primeira analise que vc me enviou o K está em ppm e não em cmol,
        para que eu possa calcular a sua % na saturação de bases.
        Primeiro preciso dessa informação em % da saturação de bases.

        O Cálcio eu calculei e estava em 35% da CTC. É isso que eu preciso saber.
        Pode-se ver, de cara, que está baixo e, portanto, limitando a produção.
        Diante disso, a primeira sugestão que eu lhe dou é: Tente usar no proximo ano
        não uma, mas sim duas toneladas de CALCÁRIO CALCÍTICO. O PRNT é muito
        baixo o que me leva a crer que: Ou ele não tem as quantidades declaradas ou o tamanho
        da partícula é muito grande e portanto ele é de baixa reatividade. Considere a possibilidade
        de trabalhar com fontes solúveis de cálcio em pre plantio ou imediatamente em pós plantio.
        Vai ver que reduz bastante a pressão de ervas daninhas. 20 a 30 litros por hectare já muda bem
        a situação.

        O Magnésio estava em 12% .
        Não está de todo ruim para o teor de argila desse solo. Por isso sugeri a mudança para Calcítico.
        Mas como o Cálcio está bem baixo e, portanto, limitando a produção procure usar um pouco mais
        (2 tons/ha ou até mais) e se puder com uma granulometria mais fina.

        O Potássio = ? Ele deve ficar de 3 a 5%. O pessoal que colhe 149 sacas por ha mantém a % no máximo,
        isto é, 5% da saturação de bases.

        O Fósforo Mehlich está baixo. E aqui eu faço uma aposta com vc. Se o seu P total ou remanescente não
        estiver acima de 500 ppm eu dou minha cara a tapa. Levando-se em conta que esse solo vem sendo plantado
        a pelo menos 20 anos, caso contrário a minha aposta não se mantém.
        Então, o que podemos deduzir desse dado ? É justamente que existe baixa atividade microbiana no seu solo.
        Quais os motivos ? Diversos . Uso indevido do solo, compactação x falta de oxigênio, uso constante de
        Potássio na forma de Cloreto, Fungicidas, Herbicidas, especialmente o Glifosato, etc….

        Teremos que tentar elevar a saturação do Potássio para 5% e de preferência com fontes que não sejam KCl.

        A M.O. não está de todo ruim o que é típico desses solos que utilizam o PD. O “x ” da questão é: Quanto dessa
        Matéria Orgânica é de fato Humus ? É o Humus o que interessa e não a M.O. A regra que eu tenho visto com PD
        é M.O. alta e Humus baixo.

        V% está baixo e deve ser elevado com Cálcio em primeiro lugar e em segundo com Potássio , se assim
        for o necessário. Nesse aspecto faz muito sentido começar a pensar em Pós de Rocha que tenham Potássio.

        Eu analiso os micronutrientes e recomendo aos meus clientes que eles sejam corrigidos baseados nos teores
        que eu encontrei no solo e os corrijo baseado em fontes que eu reconheço fidedignas e honestas.
        Por favor me desculpe mas, conhecendo como eu conheço a indústria de fertilizantes do Brasil, eu não
        confio nesses números que eles apresentam como verdadeiros. Não são. Ponto Final.
        Esses níveis de micronutientes supostamente presentes em fertilizantes formulados JAMAIS irão corrigir
        as suas deficiências do solo.

        Com 0,1 ppm de Boro vc não vai a lugar nenhum. Qual nível seria mais baixo do que esse ? 0,0 ppm ?
        Se vc me perguntar , na minha opinião, qual o elemento que estaria
        limitando mais a sua produção eu diria justamente que é o BORO. E porque ? Justamente porque sendo o Cálcio baixo, como é, a situação se agrava ainda mais.
        Porém, corrigir o Cálcio sem corrigir o Boro eu vejo como pura perda de tempo e de dinheiro.
        Além do mais, em termos de custo, o Boro é de todos os elementos, o mais barato de ser corrigido.
        Dessa forma, não existe desculpas para não corrigir o BORO.

        Nesses solos vc vai precisar de pelo menos 2 kilos de BORO ELEMENTAR por hectare e eu recomendo que esse boro seja aplicado com agua na qual vc irá dissolve-lo com ácidos húmicos na razão de 1: 20 , ou seja, se for usar o Tetraborato, 1 kg de Humatos Solúveis em pó ( existem várias fontes no mercado – Eu uso o da OMNIA ou o Humisolve) para 20 kilos de Tetraborato. Os ácidos Humicos irão complexar o Boro e evitar que o mesmo se perca já que ele, por ser carregado eletronegativamente, não se fixa nas argilas também carregadas eletronegativamente. As
        argilas repelem o Boro e ele tem muita dificuldade para se fixar no solo. A única fração na qual o Boro pode se fixar
        é justamente na fração humica que possui cargas positivas além de negativas. E é justamente esse fato que me permite supor que, apesar da sua M.O. ser 3,9%, ela deve estar bem pouco humificada porque o Boro é baixo.
        Essa é uma informação indireta que vc tem M.O. mas não tem humus no solo. É a microbiologia que forma o humus
        no solo.
        E como vc tem baixo teor de P , essa também é outra informação indireta de falta de atividade microbiológica.
        Uma forma de matar-mos essa charada seria uma analise de Respirometria do Solo , mas diante dessas duas
        evidências eu já me dou por satisfeito.

        Se não fizer isso, vai ficar dando tiros no escuro e fazendo perguntas sobre esse ou aquele manejo e sempre
        não chegando a conclusão alguma. Mas já que vai fazer isso aproveite e faça a mesma coisa com o Cobre, Zinco e Manganês. Todos estão baixos. Na medida do possível e do bolso, é claro.
        A hierarquia do solo, segundo o Prof Albrecht, é a seguinte:
        Ferro dificilmente teremos problemas aqui no Brasil mas pode ocorrer carência em solo arenosos.
        Mas o Ferro deve ser sempre maior que o Manganês. Nunca inferior. Isso é importante.
        Manganês – ao redor de 15 ppm no mínimo.
        Zinco – Mínimo de 5 ppm
        Cobre – Mínimo de 2 ppm.
        Boro – Acima de 1 ppm. Até 1,5 ppm.
        Molibdênio – 0,5 ppm. Se não tiver tem que aplicar ou incluir no calendário de pulverizações.

        Como pode ver o seu solo está devendo e muito. Numa situação como essa, de baixo nível de Cálcio,
        que é macronutriente, Potássio ( não sei ? ), P baixo, também desconheço o seu nível de Enxofre, e baixos
        teores de TODOS os micronutrientes, aliado a baixa microbiologia, e baixo teor de Humus,
        não vai ser esse ou aquele manejo que irá determinar a produção maior ou menor.
        Não é por ai,

        Está tudo trabalhando de forma amarrada. Lenta. Sem micronutrientes as reações enzimáticas não se processam.
        Sem Humus, que é o alimento preferido da microbiologia do solo, os micronutrientes presentes na rocha-mãe
        não são disponibilizados. Existe um microrganismo por trás de cada mineral.

        Não estou aqui avaliando custo de nada. Estou dizendo aonde vc tem problemas. O custo é sempre
        uma decisão pessoal do produtor e esse é um dos principais motivos para que ele se torne refém dessas formulas
        comerciais de adubos formulados. É mais barato, menos trabalhoso, ele colhe igual ( menos de 50% do
        potencial genético da lavoura) e a vida segue em frente.

        Com relação a minha experiência pessoal com Cover Crops ( plantas de cobertura) eu sei que o coquetel
        aumenta bem o fósforo disponível, isto é se houver P remanescente ( Total ) no solo. Girassol aumenta
        muito o Potássio e essa deve ser uma prioridade para vc já que, aparentemente, tem o K baixo.

        Essa iniciativa além de dar uma baita de uma economia em P e em K, não vai detonar, muito pelo contrário
        a sua microbiologia do solo. As Cover Crops (Plantas de cobertura ) vão dar uma ajuda muito grande com relação
        a atividade microbiológica do seu solo. Com isso a disponibilização dos micronutrientes deverá ser aumentada.

        As plantas evoluíram trabalhando junto com os micróbios de solo e não vai ser de outra maneira que iremos
        obter o máximo do seu potencial genético.

        Espero ter atendido ao seu questionamento.

        Abs

        Jose Luiz

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      6. Caro José Luiz,

        Você atendeu sim aos meus questionamentos e devo lhe agradecer. Muito obrigado!
        É evidente que o assunto vai longe, pois envolve diversos temas.
        Eu me deparei muito com um certo paradoxo quando estava para completar a minha graduação na faculdade. Era quase que unânime, depois de quatro anos como bolsista de iniciação científica, a decisão de imediatamente após a graduação, iniciar o mestrado e posteriormente continuar com o doutorado. O fato de se especializar ser algo muito valorizado e enaltecido pouco me atraía quando cada vez mais percebia o quanto o conhecimento gerado para uma área tão pequena da ciência, era quase inútil. Digo isso porque da maioria dos trabalhos ao qual tive conhecimento e acompanhei, quase todos foram “engavetados”, ou seja, não contribuíram para a sociedade como deveriam. Isso se tornou pior com o passar do tempo, pois quanto mais específico se tornava, menos aproveito se extraía daquilo. Talvez eu não estava preparado e também não quero parecer aqui ingrato com as oportunidades que me foram dadas. Aprendi muito. Só não era hora, acredito. De todo esse tempo na academia (5 anos) e dos estágios que fiz, é em de certa forma muito triste perceber que apenas em algumas observações pontuais que você fez eu conseguir entender de forma clara e simples os problemas que enfrento no momento. Esse tempo todo com profissionais tão bem graduados na academia bagunçaram minhas ideias (será que essas pessoas realmente se orgulham de saber tanto de tão pouco e não conseguir conectar as coisas e gerar conhecimento integrado? será que é tão importante assim complicar as coisas???)
        Além disso, quantos profissionais continuam errando (sabendo ou não) por pressão do mercado e de grandes empresas sem fazer absolutamente nada? Por isso, agradeço por compartilhar seu conhecimento comigo e me sinto privilegiado. Minha missão agora é difundir o conhecimento e executar, além é claro de continuar estudando!!!

        Obrigado mais uma vez,

        abraço
        Petrus

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