Agricultura Biodinâmica como um prenúncio de uma Nova Agricultura Científica

12 comentários sobre “Agricultura Biodinâmica como um prenúncio de uma Nova Agricultura Científica”

  1. Muito interessante a publicação.
    Professor, poderia explicar um pouco mais a respeito da relação entre os adubos solúveis e o mato? Existe publicações falando mais a respeito disso?

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    1. A Natureza é um livro aberto. Basta você e olhar e ver. Mas é preciso ver. Não é suficiente apenas olhar.
      Sinceramente, eu fico boquiaberto hoje em dia quando as pessoas preferem acreditar mais “em publicações a respeito disso ”
      do que nos seus próprios olhos. Ouve uma total inversão de valores.
      O que está escrito vale mais do que os seus olhos estão a lhe mostrar.
      Por acaso você nunca reparou em uma bosta de vaca no pasto ? O que aquilo está a lhe dizer ou a lhe demonstrar ?
      Qual o motivo do capim naquela pequena area ser mais viçoso ? E por que as vacas evitam comê-lo ?
      Pense a respeito disso e se ainda tiver algum tipo de dúvida me fale porque terei imenso prazer em lhe explicar.

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    2. Por outro lado quando você me pede “existem publicações falando mais a respeito disso “, como eu deveria interpretar
      essa sua pergunta ?
      Que simplesmente vc não acredita suficientemente no que o autor do artigo disse e quer que eu lhe forneça algum tipo
      adicional de informação porque o artigo não foi suficiente para convencê-lo disso.
      Eu concordo com o que o autor disse. Você não ?
      Se não, então cabe a você procurar evidências em contrário ao que foi dito e não a mim fornece-las..

      Attn

      José Luiz

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      1. Eu pedi alguma publicação como referencia, para que o senhor não tenha o trabalho de explicar tudo aqui. Com alguma direção eu mesmo posso pesquisar e lhe poupo o trabalho de faze-lo. Acredito que o senhor deva ser uma pessoa bastante ocupada. Foi nesse sentido a minha pergunta.
        Por mais que nossos olhos percebam os sinais a nossa volta, existem explicações para esses eventos. Acompanho o blog pela capacidade que o senhor tem de explicar conteúdos complexo em textos leves e bastante didáticos. Admiro muito isso.
        Minha pergunta foi sob mais detalhes da relação entre adubos solúveis e o mato.

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      2. Boa Noite

        Veja bem Flávio, o meu blog veicula conhecimento que não são emanados pelas academias.
        Uma das razões desse blog existir é exatamente porque achamos que a academia não tem feito um bom trabalho com relação a agricultura.
        E se eles não tem feito um bom trabalho, uma das principais razões, é porque ainda acreditam em fertilizantes solúveis.
        Veja bem, a academia ainda não leva em consideração o silício até hoje.
        A academia não está nem ai se você deixa o solo descoberto. Se você usa herbicidas para controlar o mato. Se você usa fungicidas para controlar fungos, as custas da eliminação dos fungos de solo que é a fração mais importante para a fertilidade.
        Quando você se refere a fertilizantes solúveis no caso você está se referindo basicamente a nitrogênio solúvel na forma de
        nitratos e ao potássio solúvel.
        A academia não se interessa por esse tipo de coisa. Pra eles tanto faz. Portanto, nenhum acadêmico irá escrever sobre isso e muito menos pesquisar sobre isso porque nenhuma agência financiadora de projetos de pesquisa vai se interessar por esse assunto e muito menos financiar qualquer pesquisa sobre o assunto.
        Então, diante disso como é que eu posso lhe recomendar alguma publicação acadêmica ?
        O conhecimento que existe sobre esse assunto está espalhado por toda a literatura sobre a Agricultura Biológica que está listada em um artigo que escrevi listando toda as publicações que existem nessa area.
        Existe dentro da Agricultura Biológica um consenso ( Kinsey, Andersen, Wheler, Jon Frank, John Kempf, Rabenberg, Lovel, Graeme Sait e outros) de que saturações de base acima dos 7% com Potássio teria tanta influência sobre o crescimento de mato ( gramíneas ) que até os herbicidas teriam dificuldade em controla-los. Por outro lado é sabido que excesso de nitratos também favorecem o crescimento de gramíneas, bem como reduzem a disponibilidade do silício solúvel, consequentemente enfraquecendo as plantas.
        É sabido, e o Hugh Lovel descreve bem sobre isso nesse capitulo. que os nitratos contribuem para eliminar o silício solúvel do perfil do solo, dando origem a plantas viçosas, porém moles e fracas. Isso acontece tanto com o mato quanto com as plantas cultivadas.
        Na próxima vez que você for visitar uma lavoura pegue uma folha e esfregue-a entre os seus dedos polegar, indicador e dedo médio, para sentir a textura. Se a textura for de “papel fino” tipo higiênico então ela com certeza está deficiente em silício e na maioria das vezes, e muito provavelmente, por excesso de nitratos.
        Quem nunca viu um pé de Amaranto ( Carurú aqui em Minas e São Paulo) que cresce ao lado de uma pilha de esterco ? É grande, bonito e viçoso mas as suas folhas são moles e não atraem a atenção dos animais herbívoros.
        Na minha opinião devemos fazer tudo para que o nível de nitratos seja o mínimo possível para evitar a atração de insetos para as plantas. O potássio deve ser mantido de 3 a 5% para as plantas anuais e 5 a 7% para perenes e florestais.
        O ideal para as plantas, por todo o processo evolutivo que passaram, ao longo de milhões de anos, é que o nitrogênio seja fornecido primordialmente na forma de N-amino ácidos, presentes na matéria orgânica mas principalmente no protoplasma bacteriano e fúngico, bem como em proteínas deixadas para trás pelos fungos micorrízicos após terem cumprido a sua missão, mas principalmente pelo estoque de humus criado pela própria rede alimentícia do solo. Outras formas de vida também produzem amônia como os protozoários. Os nitratos devem ser, de preferência, a minoria das forma de N disponíveis as plantas. Graeme Sait, por exemplo, defende a proporção de 3 : 1 entre N-Amoniacal e N-Nitrato.

        Espero ter esclarecido a maioria das suas dúvidas.

        Um grande abraço

        José Luiz

        Curtido por 1 pessoa

  2. Obrigado pela atenção Professor. Foi esclarecedor sim. O senhor tem feito um grande trabalhos através do blog. Vou pesquisar mais sobre os autores mencionados ( Kinsey, Andersen, Wheler, Jon Frank, John Kempf, Rabenberg, Lovel, Graeme Sait e outros). Me interessa muito o tema.
    Grande abraço.

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    1. Oi Roberto,

      Agradeço em nome do Hugh Lovel.
      Eu agora resolvi reproduzir ( traduzir e publicar ) todos os textos que consigam expressar aquilo que eu
      realmente acredito que aconteça na nossa realidade agrícola.
      Esse texto também faz parte do meu esforço pessoal para trazer esse autor para o Brasil para que possamos
      conhecê-lo melhor e de perto.
      Na minha opinião um dos maiores conhecedores, e por isso mesmo, desmistificadores da Agricultura Biodinâmica.
      Ele tem o dom de fazer a gente gostar da Biodinâmica exatamente por apresentá-la de forma direta e objetiva.

      Um grande abraço

      José Luiz

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  3. Boa noite, Dr. Vinagre
    É sempre um grande prazer ler os seus textos, que nos faz ver o mundo de uma forma bem diferente do que nos mostram cotidianamente.
    “O conhecimento é libertador” e a “A ignorância nos aprisiona”, a costumes, a conceitos pré determinados que nos são incutidos desde sempre em nossa “edução cientifica”.
    Falo por mim, mas talvez seja o sentimento do Roberto, que se manisfestou acima, de um certo “analfabetismo” que nos dá a sensação de que tudo tem de ser reaprendido, que devemos nos resignar e estudar, daí a importância de fontes confiáveis e mentores como o senhor.
    Como já conversamos em outra oportunidade, a literatura em língua portuguesa e espanhola é pífia, o que restringe o acesso a quem não domina a língua inglesa.
    Quanto as plantas exuberantes que se desenvolvem em manchas de fertilidade ocasionadas pelo esterco e urina dos animais, sempre vi isto como um objetivo a ser alcançado e que a rejeição temporária seria devido a eventuais odores das dejeções.
    Quando se refere a “plantas moles e fracas”, poderíamos avaliar esta condição, também, através do seu brix?
    Grande abraço e siga nos iluminando.

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    1. Caro Athos,

      Agradeço imensamente pelas suas palavras de reconhecimento e de incentivo.
      Se eu consigo levar até vocês algum conhecimento que lhes seja útil na sua vida pessoal ou
      até profissional, então eu creio que o objetivo principal desse blog do Instituto esteja sendo
      cumprido.

      Voltando a questão dos nitratos se acumularem em tecido vegetal, isso é um fato. Muitas vezes
      não nos damos conta disso mas, de fato, acontece.
      Podemos facilmente avaliar isso via aferição da concentração de açucares na planta pelo refratômetro.
      O Brix vai mostrar realmente o que está acontecendo.

      Você comentou que sempre enxergou essa situação como sendo normal e um objetivo a ser alcançado
      mais isso é decorrente da forma como fomos educados e “deformados”, e não formados.
      Veja, por exemplo, se o programa oficial do govêrno denominado “Balde Cheio” não objetiva a mesma coisa.
      É uréia, em cima de uréia, em cima de uréia. Por ai você tem uma idéia da falta de imaginação desse pessoal.

      Seria muito mais inteligente, barato e produtivo sem aplicassem essa mesma uréia junto com acido humico
      para diminuir a perda, pela complexação que ocorre, e incluir doses homeopáticas de Molibdênio para melhorar
      a conversão dos nitratos em proteínas. As vacas iriam adorar, melhorar a nutrição e o meio ambiente iria agradecer.

      Eu só tenho pena mesmo é do meio ambiente porque quanto ao nosso trabalho eu sei que está garantido porque
      enquanto a academia estiver pensando desse jeito eu tenho certeza que nós estamos certos e eles errados e,
      portanto, o nosso emprego está garantido.

      Abraços

      José Luiz

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