Precisamos falar de Cálcio e de Energia

9 comentários sobre “Precisamos falar de Cálcio e de Energia”

  1. Poderia explicar melhor como quantificar o Cálcio a ser aplicado, uma vez que mesmo não sendo a melhor opção ainda é a acidez e a saturação de bases que nos dá um norte?
    Será que a vida no solo daria uma noção mais precisa do que realmente acontece na química desse solo?
    Ao estudar análises de solos, nota-se que para manter o pH não ácido as aplicações de calcário precisam ser frequentes é como um ciclo previsível, por outro lado esse ciclo me parece curto porque só focamos na parte química não trabalhando a biologia e a física do solo. Acha esse raciocínio correto?
    A energia vegetativa e reprodutiva é quantificável?
    A mim cabem perguntas, muitos profissionais são vendedores de insumos e convencidos com tabelas e fórmulas, não estou tão convencida desses métodos, a começar pelas análises de solo cada vez menos profundas em função de um plantio direto de monoculturas visando produtividade.
    Obrigada por compartilhar contrapontos.

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    1. Boa Noite,

      Estive em Santa Maria em Outubro passado dando um curso na sua região, mas eu creio que eu o divulguei esse
      curso aqui no blog.

      1. Como quantificar o Cálcio a ser aplicado ?
      Depende de qual método vc deseja usar.
      Existe o método oficial que é um método totalmente imbecil porque somente leva em consideração
      o pH.
      O pH só vai te dar uma única idéia que é a quantidade de ions H+ de um solo.
      Nós estamos interessados é no outro lado da moeda, isto é o que compõe esse solo que não seja
      H+, ou seja, Ca++, Mg++, K+ e Na+.
      Esse método vc já conhece mas mesmo assim o ego das pessoas encarregadas por essas análises “oficiais”,
      fazem com que tenhamos algumas formulas diferentes. Bem como os valores vão diferir entre os laboratórios
      porque diferentes extratores serão usados no RS, São Paulo, PR, Nordeste, etc… influenciando os resultados.
      Ou seja, não é uma ciência exata. Não é nem mesmo uma “ciência” no meu modo de ver.

      Existe o método Albrecht, que só funciona se o extrator for Acetato de Amônia da mesma forma que ele fazia e que hoje
      os laboratórios do Perry Ag Labs e do Kinsey Ag ainda usam. Se não for uma analise deles não adianta querer usar as
      mesmas proporções.

      E existe o método Reams que usa o método La Motte para analise de solos que usa o extrator Morgan original.
      Ou seja qualquer método de analise de solo começa com o extrator. Se os extratores forem diferentes você não
      pode comparar um dado de um laboratório com o outro de outro laboratório.

      Para quantificar o cálcio a ser usado vc terá que fazer no sistema Reams vc terá que fazer a analise de solo no
      International Ag Labs, ou no Soil Woks Lcc.

      Você não pode querer usar os números citados no artigo usando uma analise brasileira em hipótese alguma.

      Discordo de vc: a acidez não quer dizer absolutamente nada. Como eu disse somente a concentração de H+.
      Ela apenas exibe um lado da moeda. O que nós estamos interessados
      e no outro lado da moeda, isto é, na Saturação de Bases. Um valor é antítese do outro. Ou seja, a acidez é apenas
      um reflexo da falta dessas bases. Será que isso é tão difícil de ser entendido ?
      Esquece pH. Foca somente na saturação de bases e trabalha em cima de manter as proporções que o Albrecht preconizava
      mesmo usando outro tipo de análise de solos.

      A vida do solo sim é um bom indicador de como está a mineralização desse solo. E essa vida é responsável por tantas coisas
      que acontecem nesse solo, mas o seu efeito em termos de disponibilização ainda não é quantificável.
      Eu uso o microBIOMETER mas esse teste apenas te da uma idéia da micro vida do solo e não diz mais nada.
      Sim, é preciso aumentar os teores de M.O. do solo para ver a coisa mudar. Isso irá refletir também, além da proporção
      entre Cálcio e Magnésio , na física do solo.

      Por “manter o pH não acido “vc quer dizer manter o pH na faixa de 5.5 a 6.5 ?
      Sim as aplicações terão que ser anuais mas em quantidades bem menores.
      Outra coisa que vc precisa levar em conta é o tipo do Cálcio, a sua textura e a sua granulometria.
      Ai no Sul vcs tem um material maravilhoso que é o Calcário de Conchas da CYSY em Sta Catarina.
      Excelente textura e granulometria além de ter elevado teor de Cálcio.

      Energia Vegetativa X Reprodutiva ser quantificável ?
      Indiretamente sim. Se vc saber quais os minerais tem reação reprodutiva e quais tem reação vegetativa
      e tiver uma idéia desses mesmos nutrientes no solo dá pra saber.
      Também pode medir a Condutividade Elétrica desse solo com um determinador Hanna de haste especialmente feito
      para essa finalidade. Esses testes de C.E. feitos em laboratório não tem valor algum.

      Agora eu vou te dizer uma coisa que eu digo aos meus alunos e talvez isso lhe choque profundamente. E isso é:
      “Um solo “ideal” ou perfeito não é garantia nenhuma de produzir boas colheitas”. E você pode colocar o meu nome
      ao lado dessa frase.

      A nossa profissão é uma das mais difíceis que existem no mundo. Nós precisamos dominar outras técnicas e eu
      tento ao máximo transmiti-las aos meus alunos nos cursos que eu ministro por esse Brasil afora.
      Em 5 e 6 de Abril, em Campo Grande , MS mas esse já está esgotado desde Fevereiro.

      Abs

      José Luiz

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      1. Obrigada sempre um prazer ver seu entusiasmo com o conhecimento dessa área ainda pouco conhecida e diria descuidada.
        “Um solo “ideal” ou perfeito não é garantia nenhuma de produzir boas colheitas“. José Luiz. (Não resisti).
        Boas colheitas dependem de tantos fatores a água e luz, por exemplo, mas aí é assunto para outra conversa.

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    1. Oi Roberto,

      Agradeço as suas palavras de incentivo.
      Felizmente existem pessoas como você que eventualmente irão fazer as necessárias mudanças dentro da academia que a resgatarão desse longo pesadelo iniciado quanto a epistemologia do conhecimento determinou que seria mais importante o pensar do que o sentir ou propriamente o saber inerente aos povos não industrializados como os romanos onde viam o sagrado em qualquer coisa mesmos nas inanimadas como as rochas.
      Descartes infelizmente mudou as coisas com a famosa frase “Penso, logo existo” e hoje somos reféns desse modelo.
      Com esse artigo a minha intenção foi exatamente mudar o foco para determinadas pessoas que foram além da academia e conseguiam simplesmente “ver”.
      Por isso, Carey Reams frequentemente dizia “Veja o que você está olhando”, realmente expressando uma verdade, a de que existe uma diferença fundamental entre “olhar”e “ver”.
      Continue sempre com essa disposição de olhar tudo mas se possível conseguindo ver a realidade subjacente ou por trás de tudo o que existe.

      Attn

      Jose Luiz

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    1. OI Flavio,

      Eu conhece o ORMUS ou ORMES sim. Fazem mais de 20 anos que tomei conhecimento sobre a existência deles.
      Mas o conceito de Carey Reams não contempla os Ormus não. É um approach totalmente diferente.
      Ns EUA temos alguns produtos que contém Ormus muito bons como o SEA 90 e o SEA CROP ( Obs: Não é o mesmo
      Sea Crop vendido no Brasil que contem apenas Extrato de Ascophyllum nodosum ).
      Eu estou atualmente trabalhando em cima de um produto que no futuro eu espero estar disponível e que conterá
      Ormus na sua composição.

      Curtido por 1 pessoa

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