Manejo Biológico de Mato

6 comentários sobre “Manejo Biológico de Mato”

  1. Olá Sr. José Luiz, a embrapa disponibilizou uma nova tecnologia de análise/recomendação (http://www.specsolo.com.br/). Gostaria de saber do senhor se por essas análises consigo aplicar o método Albrech e as análises desse modelo são confiáveis.

    Obrigado, admiro muito seu trabalho.
    André Berti
    Eng. Florestal

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    1. Caro Andre Berti,

      Eu conheço muito pouco sobre aquele método para poder emitir uma opinião melhor sobre o
      mesmo.

      Para que essa tecnologia possa ser usada no Método Albrecht ele teria que levar em conta o fator de extração
      que William Albrecht usava com o acetato de amônia.

      Entretanto, não se trata de ter ou não ter um método como eles descrevem “não destrutivo
      ou não invasivo “. Isso aqui não é Medicina.

      Todo e qualquer método de analise de solos usado até o momento já é suficientemente preciso
      para determinar as quantidades dos minerais existentes no solo. Pequenas variações entre um
      e outro são totalmente desprezíveis.

      Ou seja, não se trata de precisão de análise pois não estamos enviando um foguete a Lua.
      Estamos propondo uma correção do solo, muitas vezes com uma analise para 20 hectares ou até mais.
      Isso multiplicado por 20 ou 30 cm de solo agricultável e estaremos falando de milhares de toneladas
      de solo.
      Perguntar não ofende : Que diferença faria um kilo de alguma coisa em milhares de toneladas ?
      A menos que esse kilo fosse de alguma substancia extremamente tóxica o que não é evidentemente
      o objetivo desse novo método de analise da Embrapa.

      O problema não reside na precisão das analises mas sim na extração. Como ninguém até hoje foi uma
      planta,para dizer qual é o melhor extrator, tudo será sempre uma mera questão de opinião.
      Em outras palavras, todo extrator nada mais é do que um “chute” ou como dizem os americanos um
      “educated guess” e nesse caso um “chute educado “ou “chute erudito”, mas ainda assim um CHUTE.

      Além desse problema da extração temos associado a isso uma visão deturpada na interpretação dos resultados das
      analises. Se querem corrigir o solo baseado no pH do mesmo então toda essa precisão terá sido em vão.

      Deu para entender mais ou menos aonde reside o problema ?

      Portanto, não creio que esse novo método irá solucionar o problema porque não está indo diretamente
      ao ponto, ou seja, tentar colocar as bases trocáveis no seu devido lugar , sem contar com o fato de que ainda por cima
      trata o solo como uma entidade puramente química, o que hoje sabemos ter sido um erro que começou em
      1840 com Justus Von Liebig.

      Já está mais do que na hora de começarmos a tratar o solo como uma entidade fisico-quimica-biológica.

      Saudações

      José Luiz M Garcia

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